Opinião

10 de julho de 2019

Conexão Araucária promove mobilizações em cinco municípios do sudeste paranaense

Por Comunicação

Mais de 50 proprietários já aderiram ao Projeto para restauração de 300 hectares de áreas de preservação permanentes conectando remanescentes de vegetação nativa na Floresta com Araucária

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O Conexão Araucária, projeto de restauração ecológica executado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), chegou aos municípios paranaenses de Mallet, Paulo Frontin, São João do Triunfo, Palmeira e Irati. 

O objetivo do projeto é recuperar um total de 335 hectares de áreas degradadas até 2021. Destes, 35 hectares já foram restaurados na Floresta Nacional de Piraí do Sul e 300 hectares são destinados exclusivamente ao apoio a pequenos produtores do sudeste paranaense para regularização das propriedades de acordo com o Código Florestal. Para isso, o Conexão Araucária inclui orientação técnica, entrega de insumos e mudas, além de mão de obra de plantio para os agricultores interessados em regularizar as chamadas Áreas de Preservação Permanente (APP). Essas áreas são protegidas por lei e incluem as matas ciliares – vegetação que margeia rios e nascentes –, topos de morros e encostas, áreas fundamentais para garantir a conservação e qualidade da água e do solo.

“Utilizando diferentes técnicas de restauração, o projeto busca recuperar a cobertura vegetal nativa protegendo os recursos hídricos e mantendo a fertilidade do solo, ao mesmo tempo em que ajuda a recuperar a diversidade de espécies, inclusive as raras e ameaçadas de extinção da Floresta com Araucária”, explica a bióloga da SPVS e coordenadora do projeto, Maria Vitória Yamada Müller. Por isso, durante o ano de 2018, a equipe do projeto realizou o levantamento dos proprietários rurais interessados e mapeou os déficits de vegetação nativa. As mobilizações, que já passaram pelos municípios de São Mateus do Sul, Rio Azul e Rebouças, já contam com mais de 50 proprietários previstos para restauração.

Para o desenvolvimento do projeto, a SPVS conta com o investimento do Governo Federal via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio da empresa JTI, além do apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Água e Terra (antigo Instituto Ambiental do Paraná – IAP).