Boletim Informativo - Outubro de 2005
 
  • SPVS realiza excursões para mostrar seu trabalho no Litoral do Paraná
  • Projeto se prepara para período de reprodução dos papagaios-de-cara-roxa
  • Feira de mel de abelhas nativas acontece em Curitiba no próximo final de semana
  • Sistema alternativo de tratamento de esgoto recebe prêmios
  • E mais: confira as dicas do boletim para você
 
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SPVS realiza excursões para mostrar seu trabalho no Litoral do Paraná
Duas excursões nos próximos dias vão levar simpatizantes e filiados da SPVS para conhecer o trabalho que a instituição desenvolve no litoral norte do Paraná. A primeira acontece já neste final de semana, no sábado, 8 de outubro, para o Centro de Educação Ambiental, na Reserva Natural do Rio Cachoeira, no município de Antonina. A segunda, será no final de semana seguinte (15 e 16 de outubro) e irá visitar a região onde se desenvolve o Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa. Abaixo, confira as informações principais sobre cada excursão. A partir do link "Saiba mais", acesse informações mais completas no website da SPVS.
 
• Excursão Centro de Educação Ambiental (Antonina)
- Data: 8 de outubro, sábado;
- Atividades principais: palestra, dinâmicas de educação ambiental, trilha e plantio de árvores;
- Custo: R$ 60,00. Filiados da SPVS têm desconto e pagam R$ 55,00 (inclui transporte e alimentação);
- Inscrições: diretamente na SPVS, com Natália (41 3242-0280 ou natalia@spvs.org.br);
- Clique aqui e saiba mais sobre a excursão ao Centro de Educação Ambiental.
 
• Excursão ao Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa
- Data: 15 e 16 de outubro, sábado e domingo;
- Atividades principais: observação da revoada dos papagaios-de-cara-roxa, caminhadas pela praia na Ilha das Peças, trilha e passeios de barco;
- Custo: R$ 260,00. Para filiados da SPVS, o preço é R$ 240,00 (inclui transporte, alimentação e hospedagem);
- Inscrições: com a Calango Expedições (41 3462-2600 ou morretes@calangoexpedicoes.com.br);
- Clique aqui e sabai mais sobre a excursão do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa.
 
Projeto se prepara para o período de reprodução dos papagaios-de-cara-roxa
Durante dois meses, técnicos dos Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa se dedicaram às atividades de reparo em ninhos naturais e instalação de 60 caixas para abrigos artificiais, com vistas ao período reprodutivo da ave que se inicia no mês de outubro. Este esforço tem a finalidade de substituir os ninhos naturais depreciados com o tempo, que apodreceram por exemplo, e ajudar no incremento da população dos papagaios-de-cara-roxa no Litoral Norte do Paraná. A espécie é endêmica da região (quer dizer, não ocorre em nenhum outro lugar do Planeta) e está ameaçada de extinção. Segundo a bióloga Elenise Bastos Sipinski, coordenadora do Projeto, este trabalho é uma medida de manejo para auxiliar os papagaios a terem um local para colocarem seus ovos e, quiçá, acolherem novos filhotes. "Os reparos que fazemos consistem em uma pequena ‘reforma’ nos ninhos naturais. Por exemplo, colocação de um aparato na parte superior do oco (cavidade na árvore). Isso ajudará a evitar a entrada da água da chuva no local que o papagaio-de-cara-roxa pode se abrigar. Já as caixas-ninho são construídas e instaladas em vários locais estratégicos para a espécie na principal região onde ocorre. Por serem artificiais, não é sempre que os bichos as aceitam, o que é normal", explica Elenise. Ano passado, uma amostra desse esforço foi realizada. Na ocasião, 13 das 15 caixas-ninhos manejadas foram utilizadas pelo Amazona brasiliensis – índice considerado altamente satisfatório pela equipe da SPVS. O Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa é um trabalho desenvolvido desde 1998 pela instituição e tem o financiamento da Audi do Brasil, Fundo Nacional do Meio Ambiente, Fundación Loroparque (Espanha) e Fundação O Boticário de Proteção à Natureza. Visite o website da SPVS para conhecer mais sobre o Projeto.
 
Feira de mel de abelhas nativas acontece em Curitiba no próximo final de semana
O Mercado Municipal de Curitiba (Av. Sete de Setembro, 1865, próximo à Rodoferroviária) vai abrigar nos dias 6, 7 e 8 de outubro (quinta, sexta-feira e sábado) uma feira para mostrar e comercializar mel produzido a partir da meliponicultura – criação de abelhas da família dos meliponídeos (espécies nativas, que não têm ferrão). O objetivo da Associação Paranaense de Apicultores, realizadora da Feira, é divulgar produtos e benefícios da meliponicultura. Entre as abelhas sem ferrão nativas do Brasil, que ocorrem no Estado do Paraná, estão espécies como jataí, mandaçaia e tubuna, que rendem um mel de excelente qualidade. Além de apresentar maior segurança (por não ter ferrão, o risco de acidente é bastante reduzido) e possibilidades de ganhos para os produtores (consumidores aceitam pagar mais caro por um mel diferente e de excelente qualidade), a criação de abelhas nativas também traz benefícios para o ambiente. Por serem nativas, elas ajudam a manter a qualidade de ecossistemas por meio do desempenho que têm para a polinização de árvores, por exemplo. É o que ocorre na Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba (litoral norte do Paraná; região integrante do bioma Floresta Atlântica), onde a SPVS atua e estimula a criação de abelhas silvestres nativas como alternativa de geração de renda compatível com a conservação da natureza. Esta experiência também será mostrada durante a feira do próximo final de semana. Lá, os visitantes poderão, ainda, adquirir produtos e conhecer alguns usos do mel – que vão desde xarope caseiro até cremes para limpeza de pele. O horário da visita à feira é das 9h às 18h, nos três dias do evento.
 
Sistema alternativo de tratamento de esgoto recebe prêmios
O trabalho de implantação e desenvolvimento de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) por meio de Zona de Raízes recebeu em setembro o Prêmio Casa Cláudia 2005, concedido pela Revista Casa Cláudia (Editora Abril), na categoria ação social. As ETE consistem em um sistema de tratamento de esgoto em que as raízes de plantas têm a função principal de potencializar o tratamento dos ejetos domésticos, por meio da ação que elas têm sobre a matéria orgânica. Uma ETE por meio de Zona de Raízes tem o tamanho aproximado de uma caixa d’água , pode ser facilmente aplicada em uma residência e tornar-se parte de um jardim. O sistema foi desenvolvido pela bióloga Tamara van Kaick e atualmente também conta com o envolvimento da oceanógrafa Carolina Ximenes de Macedo e da química ambiental Roselis Augusta Presznhuk. Na região de Guaraqueçaba, com o apoio da SPVS, este trabalho foi desenvolvido na Ilha Rasa e em algumas casas que a instituição mantém em suas reservas naturais. Em funcionamento, a ETE contribue consideravelmente para a diminuição do efeito poluidor dos esgotos, tanto em relação aos microorganismos como a matéria orgânica – o que evita a contaminação do meio ambiente e representa um ganho na qualidade de vida humana, já que ajuda a combater a proliferação de doenças ligadas ao esgoto não-tratado. Além do Prêmio Casa Cláudia, a experiência das ETE vem recebendo outras distinções em eventos no Brasil e no exterior, a exemplo da qualificação como melhor trabalho científico do Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e Meio Ambiente, que aconteceu no Paraguai no mês de maio.
 
 
Dicas
 
Leitura - clique aqui e conheça um execelente artigo de um dos principais conservacionistas brasileiros, Fernando Fernandez: "Aprendendo a lição de Chaco Canyon: do ‘desenvolvimento sustentável’ a uma vida sustentável"

Curso "Capacitação em Jornalismo e Meio Ambiente" – A Universidade Livre do Meio Ambiente - Unilivre promove, a partir do dia 12 de novembro, uma capacitação em Jornalismo e Meio Ambiente. Jornalistas, comunicadores e estudantes interessados em meio ambiente, assim como ambientalistas e empresários preocupados com a comunicação ambiental, estão convidados a se inscreverem. O curso será realizado em quatro sábados consecutivos (12, 19, 26 de novembro e 3 de dezembro), das 8h às 12h35, somando um total de 20 horas/aula. Fazem parte do conteúdo programado temas como o histórico do jornalismo ambiental; a comunicação sob a perspectiva da educação ambiental; a comunicação massiva e organizacional sobre meio ambiente; e iniciativas práticas de destaque nestes setores. O preço à vista é de R$180,00 para profissionais e R$160,00 para estudantes, mas há possibilidade de parcelamento. Estão incluídos no valor o material didático e certificado da Unilivre. Mais informações pelo telefone (41) 3254-3734 ou pelo e-mail
cursos@unilivre.org.br.
 


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