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SPVS realiza excursões para
mostrar seu trabalho no Litoral do Paraná
Duas excursões nos
próximos dias vão levar simpatizantes e filiados da SPVS para conhecer o
trabalho que a instituição desenvolve no litoral norte do Paraná. A
primeira acontece já neste final de semana, no sábado, 8 de outubro, para
o Centro de Educação Ambiental, na Reserva Natural do Rio Cachoeira, no
município de Antonina. A segunda, será no final de semana seguinte (15 e
16 de outubro) e irá visitar a região onde se desenvolve o Projeto de
Conservação do Papagaio-de-cara-roxa. Abaixo, confira as informações
principais sobre cada excursão. A partir do link "Saiba mais", acesse
informações mais completas no website da SPVS.
• Excursão Centro de
Educação Ambiental (Antonina)
- Data: 8 de outubro,
sábado;
- Atividades
principais: palestra, dinâmicas de educação ambiental, trilha e plantio de
árvores;
- Custo: R$ 60,00.
Filiados da SPVS têm desconto e pagam R$ 55,00 (inclui transporte e
alimentação);
- Inscrições: diretamente na
SPVS, com Natália (41 3242-0280 ou natalia@spvs.org.br);
- Clique aqui e saiba mais sobre a excursão ao Centro de Educação Ambiental.
• Excursão ao Projeto
de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa
- Data: 15 e 16 de
outubro, sábado e domingo;
- Atividades
principais: observação da revoada dos papagaios-de-cara-roxa, caminhadas
pela praia na Ilha das Peças, trilha e passeios de barco;
- Custo: R$ 260,00.
Para filiados da SPVS, o preço é R$ 240,00 (inclui transporte, alimentação
e hospedagem);
- Inscrições: com a Calango
Expedições (41 3462-2600 ou morretes@calangoexpedicoes.com.br);
- Clique aqui e
sabai mais sobre a excursão do Projeto de Conservação do
Papagaio-de-cara-roxa.
Projeto se
prepara para o período de reprodução dos
papagaios-de-cara-roxa
Durante dois meses, técnicos
dos Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa se dedicaram às
atividades de reparo em ninhos naturais e instalação de 60 caixas para
abrigos artificiais, com vistas ao período reprodutivo da ave que se
inicia no mês de outubro. Este esforço tem a finalidade de substituir os
ninhos naturais depreciados com o tempo, que apodreceram por exemplo, e
ajudar no incremento da população dos papagaios-de-cara-roxa no Litoral
Norte do Paraná. A espécie é endêmica da região (quer dizer, não ocorre em
nenhum outro lugar do Planeta) e está ameaçada de extinção. Segundo a
bióloga Elenise Bastos Sipinski, coordenadora do Projeto, este trabalho é
uma medida de manejo para auxiliar os papagaios a terem um local para
colocarem seus ovos e, quiçá, acolherem novos filhotes. "Os reparos que
fazemos consistem em uma pequena ‘reforma’ nos ninhos naturais. Por
exemplo, colocação de um aparato na parte superior do oco (cavidade na
árvore). Isso ajudará a evitar a entrada da água da chuva no local que o
papagaio-de-cara-roxa pode se abrigar. Já as caixas-ninho são construídas
e instaladas em vários locais estratégicos para a espécie na principal
região onde ocorre. Por serem artificiais, não é sempre que os bichos as
aceitam, o que é normal", explica Elenise. Ano passado, uma amostra desse
esforço foi realizada. Na ocasião, 13 das 15 caixas-ninhos manejadas foram
utilizadas pelo Amazona brasiliensis – índice considerado altamente
satisfatório pela equipe da SPVS. O Projeto de Conservação do
Papagaio-de-cara-roxa é um trabalho desenvolvido desde 1998 pela
instituição e tem o financiamento da Audi do Brasil, Fundo Nacional do
Meio Ambiente, Fundación Loroparque (Espanha) e Fundação O Boticário de
Proteção à Natureza. Visite o website da SPVS para conhecer mais sobre o
Projeto.
Feira de mel de
abelhas nativas acontece em Curitiba no próximo final de semana
O Mercado Municipal de
Curitiba (Av. Sete de Setembro, 1865, próximo à Rodoferroviária) vai
abrigar nos dias 6, 7 e 8 de outubro (quinta, sexta-feira e sábado) uma
feira para mostrar e comercializar mel produzido a partir da
meliponicultura – criação de abelhas da família dos meliponídeos (espécies
nativas, que não têm ferrão). O objetivo da Associação Paranaense de
Apicultores, realizadora da Feira, é divulgar produtos e benefícios da
meliponicultura. Entre as abelhas sem ferrão nativas do Brasil, que
ocorrem no Estado do Paraná, estão espécies como jataí, mandaçaia e
tubuna, que rendem um mel de excelente qualidade. Além de apresentar maior
segurança (por não ter ferrão, o risco de acidente é bastante reduzido) e
possibilidades de ganhos para os produtores (consumidores aceitam pagar
mais caro por um mel diferente e de excelente qualidade), a criação de
abelhas nativas também traz benefícios para o ambiente. Por serem nativas,
elas ajudam a manter a qualidade de ecossistemas por meio do desempenho
que têm para a polinização de árvores, por exemplo. É o que ocorre na Área
de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba (litoral norte do Paraná; região
integrante do bioma Floresta Atlântica), onde a SPVS atua e estimula a
criação de abelhas silvestres nativas como alternativa de geração de renda
compatível com a conservação da natureza. Esta experiência também será
mostrada durante a feira do próximo final de semana. Lá, os visitantes
poderão, ainda, adquirir produtos e conhecer alguns usos do mel – que vão
desde xarope caseiro até cremes para limpeza de pele. O horário da visita
à feira é das 9h às 18h, nos três dias do evento.
Sistema alternativo
de tratamento de esgoto recebe prêmios
O trabalho de implantação e
desenvolvimento de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) por meio de Zona
de Raízes recebeu em setembro o Prêmio Casa Cláudia 2005, concedido pela
Revista Casa Cláudia (Editora Abril), na categoria ação social. As ETE
consistem em um sistema de tratamento de esgoto em que as raízes de
plantas têm a função principal de potencializar o tratamento dos ejetos
domésticos, por meio da ação que elas têm sobre a matéria orgânica. Uma
ETE por meio de Zona de Raízes tem o tamanho aproximado de uma caixa
d’água , pode ser facilmente aplicada em uma residência e tornar-se parte
de um jardim. O sistema foi desenvolvido pela bióloga Tamara van Kaick e
atualmente também conta com o envolvimento da oceanógrafa Carolina Ximenes
de Macedo e da química ambiental Roselis Augusta Presznhuk. Na região de
Guaraqueçaba, com o apoio da SPVS, este trabalho foi desenvolvido na Ilha
Rasa e em algumas casas que a instituição mantém em suas reservas
naturais. Em funcionamento, a ETE contribue consideravelmente para a
diminuição do efeito poluidor dos esgotos, tanto em relação aos
microorganismos como a matéria orgânica – o que evita a contaminação do
meio ambiente e representa um ganho na qualidade de vida humana, já que
ajuda a combater a proliferação de doenças ligadas ao esgoto não-tratado.
Além do Prêmio Casa Cláudia, a experiência das ETE vem recebendo outras
distinções em eventos no Brasil e no exterior, a exemplo da qualificação
como melhor trabalho científico do Congresso Interamericano de Engenharia
Sanitária e Meio Ambiente, que aconteceu no Paraguai no mês de
maio.
Dicas
Leitura - clique
aqui e conheça um execelente artigo de um dos principais
conservacionistas brasileiros, Fernando Fernandez: "Aprendendo a lição de
Chaco Canyon: do ‘desenvolvimento sustentável’ a uma vida
sustentável" Curso "Capacitação em Jornalismo e Meio Ambiente" – A Universidade Livre do Meio Ambiente - Unilivre promove, a partir do dia 12 de novembro, uma capacitação em Jornalismo e Meio Ambiente. Jornalistas, comunicadores e estudantes interessados em meio ambiente, assim como ambientalistas e empresários preocupados com a comunicação ambiental, estão convidados a se inscreverem. O curso será realizado em quatro sábados consecutivos (12, 19, 26 de novembro e 3 de dezembro), das 8h às 12h35, somando um total de 20 horas/aula. Fazem parte do conteúdo programado temas como o histórico do jornalismo ambiental; a comunicação sob a perspectiva da educação ambiental; a comunicação massiva e organizacional sobre meio ambiente; e iniciativas práticas de destaque nestes setores. O preço à vista é de R$180,00 para profissionais e R$160,00 para estudantes, mas há possibilidade de parcelamento. Estão incluídos no valor o material didático e certificado da Unilivre. Mais informações pelo telefone (41) 3254-3734 ou pelo e-mail cursos@unilivre.org.br. Você está recebendo esta
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