O Projeto de Conservação do Papagaio-de-Cara-Roxa, desenvolvido desde 1997, tem como objetivo a conservação dessa ave sob risco de extinção. Estima-se que existam apenas cerca de 6.500 mil indivíduos da espécie, concentrados em uma estreita faixa litorânea entre o sul de São Paulo e o extremo norte de Santa Catarina. A maior parte (4.900) está na APA de Guaraqueçaba. O projeto atua em quatro linhas principais: pesquisa, educação ambiental, geração de renda e integração institucional. Em 2003, a SPVS, em parceria com o Zoológico Municipal de Curitiba, iniciou uma nova pesquisa visando à tentativa de reprodução do papagaio-de-cara-roxa em cativeiro. Em um recinto especialmente construído no zôo, seis casais de papagaios ficam isolados da visitação pública e têm um ambiente propício para o convívio e reprodução.
Uma das metas do programa de conservação até 2005 é acompanhar a evolução do número de indivíduos da espécie no estado do Paraná, através de contagens periódicas. Em 2003, foram realizados dois censos. No primeiro, no inverno (julho), foram identificados 3.379 indivíduos, e no segundo, na primavera (outubro), 1.416. Em 2004, foram realizados quatro censos, em todas as estações do ano; a maior contagem foi verificada no outono – 4.915 papagaios (Confira as tabelas abaixo). As contagens são feitas durante as revoadas ao amanhecer e ao anoitecer, nos locais que os papagaios costumam usar como dormitório. É comum os censos de primavera e verão registrarem menos indivíduos, já que esse é o período reprodutivo e eles dormem próximos aos ninhos. Até o final de 2005, estão previstos mais dois censos.
Outra iniciativa do projeto, que é financiado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e por doações de pessoas físicas, é monitorar filhotes de papagaio através de rádios-colares, pequeno aparelho que pesa apenas 8 gramas e, sem causar nenhum prejuízo à ave, permite acompanhar seu deslocamento, identificando locais de abrigo, alimentação e reprodução. No período reprodutivo de 2003, nove filhotes e um adulto receberam o aparelho.
A comunicação e a educação ambiental, envolvendo as comunidades das regiões de Antonina e Guaraqueçaba, também aparecem como importantes componentes do projeto, bem como campanhas contra o tráfico de animais silvestres e o incremento ao ecoturismo na região como uma das formas de gerar alternativas de renda para a comunidade local e garantir a preservação do papagaio.


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