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Foto: Gabriel Marchi ©

Programa de Conservação do Mico-leão-da-cara-preta

De extrema importância para Grande Reserva Mata Atlântica, o Programa de Monitoramento e Conservação do Mico-leão-da-cara-preta visa à proteção da espécie e de seu habitat natural. A partir de suas ações, é possível também fortalecer o potencial turístico das áreas envolvidas e fomentar o desenvolvimento de atividades econômicas restaurativas – aquelas que se baseiam no uso de riquezas locais em benefício da comunidade.​

Em execução desde 2018, o Programa abrange atividades nas Unidades de Conservação Parque Estadual de Cananéia (SP) e Parque Nacional de Superagui (PR), intensificando a ponte entre a comunidade local e científica, ampliando o conhecimento científico sobre o mico-leão-da-cara-preta, bem como estimulando parcerias e a criação de emprego e renda.

Foto: Gabriel Marchi ©

Sobre a espécie

O mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara), também conhecido como mico-caiçara, vive exclusivamente em uma pequena porção da Mata Atlântica, entre os estados do Paraná (PR) e de São Paulo (SP), em um habitat de riqueza natural incalculável. O animal é motivo de orgulho para as comunidades locais. Porém, na última estimativa populacional, foram registrados 400 indivíduos na natureza, número preocupante para a espécie, classificada como “em perigo” pela Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

As principais ameaças ao mico-leão-da-cara-preta estão relacionadas ao isolamento de populações causado pela desconexão de habitat natural, além da perda de áreas continentais de distribuição da espécie. No Paraná a espécie só é encontrada na ilha de Superagui e na porção continental denominada Rio dos Patos, dentro do Parque Nacional do Superagui, e em São Paulo na porção continental da região do Ariri, que compreende o Parque Estadual do Lagamar de Cananéia e entorno.

Foto: Gabriel Marchi ©

Por que apoiar a iniciativa?

A aproximação do conhecimento popular e científico é um dos pontos mais valiosos da iniciativa. O resultado tem sido a empregabilidade de moradores locais que possuem conhecimento sobre o mico-leão-da-cara-preta e de seu habitat, bem como o desenvolvimento científico. Tudo isso somado à conservação de uma espécie única e extremamente rara.

Como financiador ou apoiador do Programa, o Poder Público poderá consolidar a construção de parcerias, oferecendo e recebendo suporte para desenvolvimento de outras atividades atreladas à conservação da biodiversidade local. Instituições de pesquisa são aliadas importantíssimas, obtendo mais conhecimento sobre a espécie – ainda pouco estudada – por meio de observação direta e pontes construídas com moradores locais.

​O parceiro também poderá usufruir da carismática figura do mico-leão-da-cara-preta em ações de comunicação institucional, por exemplo. A imagem dele pode ainda contribuir em ações de educação para a conservação da natureza, auxiliando na sensibilização de crianças e jovens, colaboradores, fornecedores e outros parceiros.

​A marca da sua empresa ou instituição também poderá aparecer como protetora da espécie e de seu restrito habitat, com visibilidade nos canais da SPVS e do Programa (consulte as formas de parceria). Elaborar conteúdo de mídias digitais e offline e incrementar relatórios de responsabilidade socioambiental são estratégias que podem se sobressair com a sociedade e o público-alvo da empresa. Ademais, ao ser um financiador, a organização investe em ações educativas realizadas nas comunidades próximas ao mico-leão-da-cara-preta.

Foto: Gabriel Marchi ©

Quem pode apoiar?

Organizações não governamentais, comunidades locais, instituições de pesquisa, empresas e Poder Público podem ajudar a continuidade deste trabalho destinado à conservação da espécie na natureza.​

Possui interesse em ajudar na conservação desta espécie e de seu habitat, além de promover o desenvolvimento do entorno? Entre em contato para tirar dúvidas e fazer uma avaliação sobre como iniciar propostas de parceria.

Foto: Gabriel Marchi ©

Resultados da Iniciativa

A proposta do Programa vai ao encontro da visão da Grande Reserva Mata Atlântica e está alinhada ao Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e da Preguiça-de-coleira, publicado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

 

​Com a união entre moradores, pesquisadores e apoiadores, foi possível, por exemplo, a instalação de armadilhas fotográficas no ambiente natural, capturando imagens preciosas – o sucesso se deu com o registro da espécie. O conhecimento de moradores locais também motiva uma melhor compreensão das Unidades de Conservação, estratégia intimamente atrelada à preservação da espécie, dado que esta é extremamente vulnerável a mudanças no ambiente.

 

Em outubro de 2026, foi atualizada a estimativa populacional do mico-leão-de-cara-preta no Parque Nacional da Ilha do Superagui. Por meio do aumento do esforço amostral para melhorar a precisão da pesquisa, foi possível apurar dados de ocupação, área de vida, tamanho de grupos, número de filhotes e avaliação sanitária. As informações coletadas e analisadas geram insumos que contribuem com as futuras ações de manejo da espécie.

 

Já em 2019, o Grupo ABUN (Artists & Biologists United for Nature), criado pela artista americana Kitty Harvill e pelo alemão Christoph Hrdina, reuniu mais de mil artistas, de todo o mundo, para a produção de materiais dos mais variados estilos para contribuir com as ações do Projeto de Conservação do Mico-leão-da-cara-preta. A ação é parte dos esforços de comunicação e de educação para a conservação da espécie, frentes constantes de trabalho.

Arte: ABUN ©

Também participam do Programa as seguintes instituições:

Associação Mico-leão-dourado (AMLD); DeFau – Departamento de Fauna da Infraestrutura e Meio Ambiente de SP; Fundação Florestal do Estado de São Paulo; Instituto de Pesquisa de Cananéia (IPeC); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fiocruz e Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG).

Conheça quem
apoia as ações do projeto

DE CONSERVAÇÃO DO MICO-LEÃO-DA-CARA-PRETA

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