Com mais de trinta anos de atividades educativas em diferentes contextos, o Programa de Educação para Conservação da Natureza realiza diversas ações como:

  • Cursos de formação para professores;
  • Orientações teóricas e práticas a proprietários de áreas naturais;
  • Visitas a escolas para realização de atividades com educadores e alunos;
  • Produção e distribuição de materiais informativos e didáticos;
  • Parcerias com instituições públicas e privadas.

Durante os cursos de formação para professores são, prioritariamente, discutidas formas de abordar a conservação da biodiversidade com crianças e adolescentes a partir das matrizes curriculares municipais e dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Enquanto a educação ambiental, por vezes, é reduzida ao incentivo de boas práticas ambientais, como jogar lixo em locais adequados e economizar água, a educação voltada a conservação tem a função de desenvolver uma relação de pertencimento ao meio natural e estimular uma atuação ativa com relação à conservação do patrimônio natural.

Os cursos se baseiam em levantamentos feitos previamente nas escolas, para que os técnicos responsáveis pelo Programa possam compreender as necessidades específicas da região. A análise envolve a percepção ambiental de professores e alunos (o grau de envolvimento com a natureza e o conhecimento sobre as espécies nativas) e as práticas pedagógicas de educação ambiental aplicadas. Essas informações podem, mais tarde, ser utilizadas por secretarias de educação e demais órgãos públicos em ações voltadas para o meio ambiente.

Somente nos últimos dois anos o Programa envolveu 3.500 professores da rede pública de ensino paranaense, atingindo indiretamente mais de 140 mil alunos de Curitiba, Campo Largo, Piraquara, São José dos Pinhais e Guaraqueçaba.

O método de formação dos professores foi desenvolvido pela SPVS para que eles passem a conhecer melhor a natureza da região onde vivem e desenvolvam uma relação afetiva com o meio natural, tornando-se autônomos na disseminação desse conhecimento, sem depender da presença contínua do Programa. Essa autonomia é encontrada nas visitas dos técnicos às escolas que participaram das atividades do Programa.

Nesse sentido ainda, professores e secretários de educação dos municípios relatam a transformação da dinâmica das aulas e a maior interdisciplinaridade com a qual o meio ambiente é tratado com as turmas, mesmo anos após o término do curso. Os alunos também se mostram mais motivados e informados quanto à biodiversidade nativa, participando de campanhas escolares e conversando com familiares sobre o tema.

Entre os frutos deste trabalho está o desenvolvimento de bioboletinzinhos da Turma do Pinho e da Turma do Litoral. Esse material é uma importante ferramenta de trabalho para que os professores sensibilizem seus alunos, aproximando-os dos conceitos da conservação da natureza. Este material foi elaborado após um estudo de percepção com crianças, no qual se percebeu que os alunos não conheciam ou tinham pouco conhecimento de espécies nativas do ecossistema em que vivem. Em sua quarta edição, mais de 90 mil bioletinzinhos já foram distribuídos em escolas da rede municipal de educação.

Além dessas atividades, o trabalho do Programa também desenvolveu ações de orientação a proprietários de áreas naturais, colaboradores de empresas e de prefeituras, com a realização de palestras, oficinas, desenvolvimento de atividades culturais, além da criação e distribuição de outros materiais didáticos para adultos e crianças.

As principais atividades do programa, na atualidade, têm sido desenvolvidas na área de ocorrência do bioma Mata Atlântica, atingindo, sobretudo, os municípios de Curitiba, Campo Largo, Piraquara, São José dos Pinhais e Guaraqueçaba, no estado do Paraná. Este é viabilizado por meio de parcerias com prefeituras e órgãos públicos e apoio de instituições privadas e não governamentais.