Projeto de Conservação do Mico-leão-da-cara-preta

Para contribuir com a proteção do mico-leão-da-cara-preta e implementar ações descritas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e da Preguiça-de-coleira, a SPVS inicia em 2019 as atividades do Projeto de Conservação do Mico-leão-da-cara-preta.

Gráfico Desmatamento Evitado

O Projeto de Conservação do Mico-leão-da-cara-preta foi idealizado para contribuir com a proteção da espécie e implementar as ações descritas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e da Preguiça-de-coleira, publicado pelo ICMBio. O projeto é o início de uma iniciativa de longo prazo de monitoramento e conservação que seja capaz de tornar o mico-leão-da-cara-preta um ícone da Grande Reserva Mata Atlântica e do potencial turístico deste território.

O Projeto, aprovado no edital promovido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, no final de 2018, e pelo Primate Action Fund (PAF) terá duração de 18 meses e vai atuar em toda a área de ocorrência da espécie, que compreende duas importantes Unidades de Conservação: o Parque Estadual de Cananéia (SP) e o Parque Nacional de Superagui (PR). Entre as ações que serão desenvolvidas estão:

  • a estimativa de ocupação atual e o monitoramento das populações de mico-leão-da-cara-preta em sua área de distribuição com apoio de moradores locais;
  • a obtenção de dados atuais para um programa de conservação da espécie a longo prazo;
  • o apoio a gestão e a ações de comunicação nos Parques Nacionais.

Além de contribuir com o PAN, a proposta está em consonância com a visão da Grande Reserva Mata Atlântica, que busca unir esforços entre diversas iniciativas deste imenso território, de cerca de dois milhões de hectares ainda preservados, com inúmeras unidades de conservação, no sul do litoral de São Paulo até o litoral norte de Santa Catarina (mapa). O mico-leão-da-cara-preta poderá ser um dos símbolos da Grande Reserva e motivo de orgulho para as comunidades locais. A chave para o desenvolvimento desta região está em uma economia restaurativa que utilize dessas riquezas locais em benefício da comunidade, por ser parte de um grande destino turístico natural, cultural e histórico.

O Projeto conta com o financiamento da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e da Primate Action Fund (PAF) e o apoio da Fundação Florestal do Estado de São Paulo; do DeFau – Departamento de Fauna da Infraestrutura e Meio Ambiente de SP; do Instituto de Pesquisa de Cananéia (IPeC); da Associação Mico-leão-dourado (AMLD); da Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fiocruz; do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Financiadores desse Projeto

  • Fundação Grupo Boticário
  • Margot Marsh