Reservas Naturais

A SPVS mantém, desde 1999, no litoral norte do Paraná, três Reservas Naturais: das Águas, Guaricica e Papagaio-de-cara-roxa, que estão inseridas na Grande Reserva Mata Atlântica, o maior remanescente contínuo do bioma.

Com uma extensão de aproximadamente 19 mil hectares, as Reservas – que têm a sua maior parte transformada em RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural – são mantidas a partir do suporte de diferentes fontes, que são continuamente identificadas pela SPVS para a constituição de parcerias específicas.

Desde 1999, a SPVS mantém três reservas naturais no litoral norte do Paraná, dentro da Grande Reserva Mata Atlântica. Juntas, a Reserva Natural das Águas, a Reserva Natural Guaricica e a Reserva Natural Papagaio-de-cara-roxa protegem mais de 19 mil hectares de vegetação nativa nos municípios de Antonina e Guaraqueçaba. As áreas fazem parte do maior remanescente contínuo do bioma Mata Atlântica.

As reservas naturais abrigam milhares de espécies de fauna e flora, entre elas algumas ameaçadas de extinção, como a jacutinga, a onça-parda e o palmito. As unidades têm infraestrutura para receber pesquisadores de diferentes áreas de atuação. Elas também geram benefícios sociais e econômicos, garantindo bem-estar social. Um exemplo de serviço ecossistêmico oferecido pelas reservas naturais da SPVS é o fornecimento de água, recurso que é captado no interior das reservas e distribuído para as cidades da região.

Gestão das áreas

A gestão das reservas naturais administradas pela SPVS segue as diretrizes estabelecidas em seu Plano de Manejo. O documento se baseia em diagnósticos detalhados da biodiversidade das áreas para estabelecer o planejamento das atividades, normas, restrições e ações a serem desenvolvidas dentro das unidades de conservação para que os objetivos de criação dessas áreas sejam atendidos.

Restauração ecológica

A floresta conservada nas reservas acumulou, ao longo desses 18 anos, um estoque aproximado de dois milhões de toneladas de carbono. No entanto, a restauração de áreas degradadas no entorno das reservas acrescenta um potencial de captura de carbono de dez mil toneladas/ano. O estoque de carbono auxilia na redução dos impactos das mudanças climáticas globais. Ao todo, a SPVS já restaurou 1.500 hectares de floresta na região das reservas, com o plantio de aproximadamente 700 mil mudas de espécies nativas e com a retirada sistemática de espécies invasoras como pinus e brachiaria, que prejudicam o desenvolvimento da vegetação nativa.

Pesquisa

Nos últimos 16 anos as reservas da SPVS já acolheram o desenvolvimento de mais de 100 pesquisas científicas por diferentes instituições, que identificaram a existência de 61 sítios arqueológicos e a ocorrência de 21 espécies de mamíferos de médio e grande porte, 400 espécies de aves e mais de 1.000 espécies de plantas na região. A realização de pesquisas tem grande importância no manejo das reservas, uma vez que auxilia na identificação de áreas prioritárias para conservação.

A menos de duas horas de viagem da capital paranaense, os pesquisadores encontram ainda uma infraestrutura completa para os trabalhos de campo, que inclui alojamento, refeitório, sala de trabalho com acesso à internet e trilhas mapeadas para monitoramento.

ICMS Ecológico

As três reservas naturais geraram uma receita aproximada de R$ 2 milhões aos municípios de Antonina e Guaraqueçaba no ano de 2017 por meio do ICMS Ecológico, mecanismo utilizado por alguns governos estaduais para valorizar a existência e a manutenção de unidades de conservação. Para o cálculo desse repasse fatores como padrões mais altos de gestão das áreas protegidas são levados em conta e acarretam em aumento na receita recebida pelos municípios.

Comunidades locais

Considerando o conhecimento das comunidades locais sobre a natureza da região, as reservas da SPVS sempre tiveram em seu quadro de colaboradores moradores dessas comunidades, impactando positivamente na região, com geração de emprego e renda. Hoje, as três reservas contam ao todo com 28 colaboradores, os quais residem no entorno dessas áreas protegidas. As atividades desenvolvidas nas reservas naturais também apoiam as comunidades próximas às áreas, com capacitações e estímulo a associativismos que criem atividades econômicas compatíveis com a conservação da natureza, como ecoturismo e produção de mel de abelhas nativas. Dessa forma, as unidades de conservação geram empregos diretos e indiretos e colaboram com a mudança social da região.