O que são as Reservas Naturais da SPVS?

Proteção permanente de mais de 19 mil hectares de vegetação nativa nos municípios de Antonina e Guaraqueçaba, no Litoral do Paraná. São as Reservas Naturais das Águas, Guaricica e Papagaio-de-cara-roxa, que estão dentro da Grande Reserva Mata Atlântica e fazem parte do maior remanescente contínuo do bioma Mata Atlântica.

Para quem se destina?

Organizações não governamentais, poder público, empresas, instituições interessadas em replicar o modelo de restauração e conservação das áreas. Instituições de pesquisa. 

Foto: Markus Mauthe

Foto: Markus Mauthe

Benefícios para os parceiros

Esta é uma oportunidade única de financiar a permanência de áreas de preservação com métodos e técnicas já estabelecidas para o manejo da conservação local e a geração de benefícios sociais e econômicos para a região. Ao colaborar com a proteção de áreas naturais, o parceiro incentiva seu desenvolvimento, criando condições para incremento no turismo, aumento nas visitas, geração de empregos para a população local, entre outras consequências que favorecem seus negócios. Para as administrações públicas que se envolverem, há o retorno financeiro por meio de legislações de incentivo, como o ICMS Ecológico, fornecimento de serviços ecossistêmicos essenciais para a população, como abastecimento hídrico, controle do clima, entre outros. Tudo isso é positivo para a economia da gestão. 

Além disso, o parceiro financiador poderá ter a exposição de sua marca ligada ao projeto, gerando inúmeras oportunidades de marketing, comunicação e divulgação, e desenvolver atividades nas reservas, incrementando resultados de responsabilidade social e ambiental.

Ecoturismo. Foto: Leandro Cagiano

Atividade de fiscalização e monitoramento. Foto: Reginaldo Ferreira

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Importância deste projeto:

As Reservas Naturais são mantidas pela SPVS desde 1999 e abrigam milhares de espécies de fauna e flora, entre elas algumas ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, jacutinga, papagaio-de-cara-roxa, onça-parda e palmito. Além da extrema riqueza natural presente na área, como parte de um importante remanescente do bioma Mata Atlântica, ela representa inúmeras possibilidades para o desenvolvimento da região enquanto protege a natureza local.

O turismo, a geração de emprego e renda, o fornecimento de serviços ecossistêmicos são alguns exemplos disso. Um dos benefícios a longo prazo foi a restauração ecológica. Com ela, a floresta conservada nas reservas acumulou, em menos de 20 anos, um estoque aproximado de dois milhões de toneladas de carbono. A restauração de áreas degradadas no entorno das reservas acrescenta um potencial de captura de carbono de dez mil toneladas/ano. O estoque de carbono auxilia na redução dos impactos das mudanças climáticas globais. Ao todo, a SPVS já restaurou 1.500 hectares de floresta na região das reservas, com o plantio de aproximadamente 700 mil mudas de espécies nativas e com a retirada sistemática de espécies invasoras como pinus e brachiaria, que prejudicam o desenvolvimento da vegetação nativa.

A iniciativa se alia à comunidade na fusão entre o conhecimento tradicional das comunidades locais sobre a natureza da região com as estratégias técnicas desenvolvidas em anos de trabalho com conservação da biodiversidade. As reservas da SPVS sempre tiveram em seu quadro de colaboradores moradores dessas comunidades, afetando positivamente a população da região. As atividades desenvolvidas nas Reservas Naturais também apoiam as comunidades próximas às áreas, com capacitações e estímulo a associativismos que criem atividades econômicas compatíveis com a conservação da natureza, como ecoturismo e produção de mel de abelhas nativas. Dessa forma, as Unidades de Conservação colaboram com a mudança social da região.

Viveiro de mudas nativas. Foto: Reginaldo Ferreira

Monitoramento. Foto: Reginaldo Ferreira

Conheça quem já está produziu futuro com as Reservas Naturais:

Os municípios de Antonina e Guaraqueçaba são parceiros na manutenção das Reservas Naturais. Apenas em 2017, por meio do ICMS Ecológico, as três reservas geraram aos municípios uma receita aproximada de R$ 2 milhões. O mecanismo é utilizado por alguns governos estaduais para valorizar a existência e a manutenção de unidades de conservação. Além disso, há o fornecimento de água e outros serviços ambientais para essas localidades e a geração de emprego e renda direta e indiretamente para a população local, colaborando com o desenvolvimento e economia das cidades. Como benefício imaterial, há a manutenção da história e da cultura local, por meio da proteção da floresta nativa e do patrimônio histórico e natural lá contido.

As unidades têm infraestrutura para receber pesquisadores de diferentes áreas de atuação. Por meio de parcerias com instituições públicas e privadas de ensino, já foram desenvolvidas mais de 100 pesquisas científicas no local, colaborando na identificação de espécies nativas e com o manejo das Reservas, além da existência de 61 sítios arqueológicos.

Reserva Guaricica. Foto: Reginaldo Ferreira

Foto: Reginaldo Ferreira