Livro Produção de Natureza

Produção de Natureza: Parques, Rewilding e Desenvolvimento Local

Apresentando princípios e ferramentas das ciências biológicas e sociais, unidos a experiência prática do biólogo Ignácio Jiménez Pérez, em preservação de patrimônios naturais e culturais, a SPVS tem o prazer de lançar o livro Produção de Natureza: Parques, Rewilding e Desenvolvimento Local, em sua versão português.

A partir de um trabalho de prospecção de ações para conservação da natureza, em parceria com a instituição Conservation Land Trust (que atua em projetos de preservação na Argentina e Chile), a SPVS toma conhecimento do conceito de Produção da Natureza no ano de 2015. E, é a partir deste intenso trabalho de aproximação que em 2018 lança a iniciativa Grande Reserva Mata Atlântica, primeiro case brasileiro que aplica a metodologia. E assim, em 2019 lança a tradução da obra a fim de inspirar outras iniciativas comuns – como já aconteceu com o Alto Pantanal.

Em um mundo majoritariamente urbano, a Produção de Natureza se apresenta como um caminho para recuperar a integridade ecológica de nossas áreas naturais, fazendo delas motores de um ressurgir econômico e social em regiões rurais desfavorecidas. Com uma linguagem clara e apaixonada, fruto de anos de trabalho em diferentes programas de conservação, a obra oferece uma visão otimista e pragmática em relação a um dos desafios mais importantes de nossos tempos: reverter a atual crise socioambiental, de modo que os ecossistemas naturais e comunidades rurais se beneficiem mutuamente.

A SPVS deseja que esta obra, assim como os exemplos da Grande Reserva Mata Atlântica e do Alto Pantanal, inspire outras instituições e pessoas a trabalhem apaixonadamente em prol dos verdadeiros patrimônios naturais e culturais de nosso país e de nossa sociedade.

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Ignácio Jiménez Pérez

Nascido na Espanha, Ignacio Jiménez Pérez acumula extensa experiência internacional em conservação. Coordenou projetos de pesquisa e manejo com peixes-boi na Costa Rica e Nicarágua e coordenou/publicou uma avaliação nacional sobre a experiência espanhola na recuperação de espécies ameaçadas, entre outros desafios profissionais. Formado em Biologia Animal pela Universidade de Valência (Espanha), possui mestrado em Gestão e Conservação da Vida selvagem pela Universidade Nacional da Costa Rica. Também trabalhou para o Conservation Land Trust na Argentina entre 2005 e 2018, período em que coordenou o maior programa de reintrodução de animais nas Américas. Atualmente, é conselheiro da SPVS, contribuindo para criar uma visão audaciosa para a conservação do maior área remanescente de Mata Atlântica.

Grande Reserva Mata Atlântica

Grande Reserva Mata Atlântica

A Grande Reserva Mata Atlântica é uma proposta de desenvolvimento regional para um território de mais de dois milhões de hectares de áreas naturais contínuas na região dos Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, nas porções da Serra do Mar e de Planície Costeira. Sob liderança da SPVS, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a iniciativa abriga 1.8 milhão de hectares de floresta tropical contínua com uma enorme e diversa vida selvagem, montanhas, cavernas, cachoeiras, baías, manguezais e praias do oceano Atlântico, além das cidades coloniais mais antigas do Brasil, com comunidades indígenas e históricas. A combinação de riquezas culturais e de natureza com áreas densamente povoadas oferece a rara oportunidade de conservar e usufruir desta paisagem única. Ao tornar a sua abundância de áreas protegidas na base de uma nova economia, irá beneficiar algumas das comunidades menos favorecidas do sul do Brasil.

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Alto Pantanal

Alto Pantanal

A partir da liderança do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e a Rede Amolar, surge a recente iniciativa Alto Pantanal, que engloba a maior planície alagável do planeta, localizada entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A proposta, construída por meio do diálogo entre uma sólida rede de parceiros, tem o objetivo de transformar esta área no maior destino de observação de fauna silvestre das Américas, atraindo turistas de todo o mundo e gerando renda e valorização para os municípios e comunidades tradicionais.

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